The Unknown - Tod Browning - 1927


You shrink from me... yet you kiss my flowers when I am gone.



Um filme ao estilo de Tod Browning, curioso, mas irrelevante.

Variety - E.A.Dupont - 1925





O efeito melodramático é parcialmente diluido com a erosão do tempo mas a intensidade das expressões de Emil Jannings continuam a revelar o sentimento de traição e de humilhação como raramente se viu no cinema.

The House on Trubnaya Square - Boris Barnet - 1928













 
 
 
 
 
 
Boris Barnet utiliza as técnicas de Vertov e Eisenstein para criar um filme de grande originalidade.
Um Delicatessen a promover o marxismo com humor e poesia.

Docks of New York - Josef Von Sternberg - 1928

Until I got married, I was decent.











Um dos filmes mais arrojados de Von Sternberg.
O ambiente decadente das docas é filmado com mestria nos movimentos de câmara e na composição das cenas em layers. 
Fabulosos detalhes dão sentido a inúmeros regressos a este filme.
George Bancroft lembra John Wayne.

Limelight - Charles Chaplin - 1952

- What are you doing sitting here in the dark?
- I'd be ridiculous in the light





Calvero: My home is the theater.
Terry: I thought you hated the theater.
Calvero: I also hate the sight of blood, but it's in my veins.

Limelight resume a vida e obra de Charles Chaplin.
Chaplin com voz parece um pouco artificial e algo preaching mas a sua sensibilidade e sentido de humor nunca estão ausentes.
Também a banda sonora mostra a genialidade da sua música.
Limelight merecia ter sido o último filme de Chaplin.

That's all any of us are: amateurs. We don't live long enough to be anything else.

The Man Who Laughs - Paul Leni - 1928

God closed my eyes so I could see only the real Gwynplaine.



 
Baseado no L’Homme Qui Rit de Victor-Marie Hugo, The Man Who Laughs enquadra-se na linha dos enredos Beauty and the Beast-like.
Inspirado na estética do expressionismo alemão Paul Leni constroi uma interessante mescla de bizarro com crueldade e afectos.
The Joker tem um tetravô.

Show People - King Vidor - 1928


Your lover is dying - suffer!



Comédia ligeira com o ambiente fervoroso dos estúdios nos anos 20 como palco.

The Big Parade - King Vidor - 1925

- C'est vous qui m'a fait rire, n'est ce pas?
- I don't understand a word you say... but I know what you mean.







Uma história de passado e de futuro dá origem a um dos maiores sucessos do cinema mudo.
Apesar de contar com grande maturidade na representação este filme já pede voz.
King Vidor assume-se como um dos grandes realizadores clássicos de Hollywood.

The Last Command - Josef Von Sternberg - 1928

That woman belongs with me. She goes with the coat!



Emil Jannings repetiu muitas vezas a mesma personagem, mas não deixou dúvidas sobre a sua genialidade.
Von Sternberg redefiniria o seu cinema com Marlene Dietrich mas nesta altura já se assumia como um dos grandes realizadores do seu tempo.

Erotikon - Mauritz Stiller - 1920



Os méritos do argumento eclipsam-se perante a falta de poesia de Stiller.
O filme necessita de demasiado texto numa altura em que os actores não tinham voz.

The Black Pirate - Albert Parker - 1926



Douglas Fairbanks num dos primeiros filmes coloridos com Two-tone Technicolor.
The Black Pirate está na origem de todos os outros filmes de piratas.
Acção, comédia e romance. O cinema da minha infância.

South - Frank Hurley - 1919



Frank Hurley, fotógrafo e aventureiro do início de século, capturou algumas das mais belas imagens do mundo que ía sendo descoberto por esses anos.
South é um documentário que acompanha uma das célebres expedições de Ernest Shackleton ao Pólo Sul, capta a beleza da natureza e a coragem dos homens de forma brilhante.

The Blue Bird - Maurice Tourneur - 1918

Heaven is where you and I kiss each other...


Maurice Tourneur constroi com creatividade um universo fantasioso impar na sua era.
Falta no entanto argumento e sensibilidade para transformar os seus truques e composições em arte.
Gosto particularmente do miúdo a tentar vestir-se com magia.

Civilization - Thomas H.Ince, Raymond B.West, Reginald Barker - 1916



Misto de pacifismo, religião e política.
Aqui o pacifismo não é inocente, tal como a aparição de Jesus Cristo.
Muita ambição política e pouco cinema.

The Battle of the Somme - Anonymous - 1916



O primeiro grande documentário de guerra continua impressionante.
Testemunho dos últimos suspiros de milhares de homens.

Stella Maris - Marshall Neilan - 1918

I have loved dreams.



Stella Maris (expressão latina para Estrela do Mar) é um dos poucos filmes de Mary Pickford (aqui num duplo papel) minimamente meritórios.
Apelo exegrado ao sentimentalismo e à inocência, apesar da contraditória necessidade de pôr Stellla Maris a andar para que pudesse ser objecto de paixão.
Mary Pickford disse um dia que "Adding sound to movies would be like putting lipstick on the Venus de Milo". Poderia fazer algum sentido, mas os seus filmes não contribuem em nada para a defesa da sua tese. 

The Kid Brother - Harold Lloyd - 1927



Um dos melhores filmes de Harold Lloyd, mas que o mantém um patamar abaixo de Chaplin e Keaton.

The Queen of Spades - Yakov Protazanov - 1916



Apesar do potencial do argumento, Protazanov não mostra talento suficiente para o explorar.

Hell’s Hinges - Charles Swickard - 1916

I reckon God ain't wantin' me much, ma'am, but when I look at you, I feel I've been ridin' the wrong trail.



Provavelmente o mais significativo protótipo de western anterior a John Ford.
A necessidade de levar a religião ao wild west parece ser o tema, mas é possível descobrir no heroi e em muito outros detalhes as origens dos fundamentos do género.

Traffic in Souls - George Loane Tucker - 1913










 
 
 
 
Filme importante na sua época, pela temática, pelo impacto social e pelo contributo para o nascimento da indústria do cinema.

Regeneration - Raoul Walsh - 1915



Um dos primeiros exemplos de filmes de gangsters numa altura em que ainda era possível que o final não fosse feliz.
Bom início para o género e para Raoul Walsh.

Male and Female - Cecil B.de Mille - 1919



Alta sociedade e Robinson Crusoe.
Opulência e vacuidade.

The Whispering Chorus - Cecil B.de Mille - 1918

They've convicted a man of the murder - of himself!



de Mille foi em conjunto com D.W. Griffith o fundador do modelo de Hollywood.
Apesar do argumento interessante, é demasiado previsivel e as imagens pouco acrescentam.

The Cheat - Cecil B.de Mille - 1915



Moralista, datado do ponto de vista técnico e temático.

The Dying Swan - Evgenii Bauer - 1916



Evgenii Bauer foi o melhor dos pioneiros da cinema russo.
The Dying Swan tem algum interesse no argumento e Bauer consegue algumas imagens sofisticadas.
A falta de originalidade parece resultar de conservadorismo estético e superficialidade, que não deixam grande saudade.

A Life for a Life - Evgenii Bauer - 1916



O cinema russo antes da revolução é muito idêntico ao que se fazia em Hollywood nesses tempos.
A Life for a Life tem méritos para a sua época, mas além da preocupação na forma como preenche os frames nada mais tem interesse.

Le Roman de Renard - Wladyslaw Starewicz - 1930



O universo de Starewicz construido em stop-motion é encantador.
A sua técnica e estética colocam-no pelo menos ao nível de Walt Disney.
O humor negro mantém Le Roman de Renard perfeitamente actual.

Atlantic City - Louis Malle - 1980

She made him become what he always wanted to be — a lover, a hero, a rich man...and a killer!



O espelho entre um homem e uma cidade permite construir um excelente argumento.
Louis Malle não é exemplar neste estilo neo-noir empobrecido pela estética dos anos 80, mas o filme é uma bela meditação sobre o envelhecimento e sobre a renovação. 

Hypocrites - Lois Weber - 1915



É escassa a presença de mulheres atrás das câmaras, mas Lois Weber prova que o talento feminino faz falta à 7ª arte.
Activista e creativa foi uma das figuras centrais do início do cinema americano, antes dos conservadores e propagandistas colocarem uma sombra no seu cinema.
Hypocrites com as suas duplas exposições, desfocagens e movimentos de câmara, mostra a essência do cinema mudo, o movimento das imagens pode prescindir de texto para o suportar. 
Um tesouro quase desconhecido.

The Outlaw and His Wife - Victor Sjöstrom - 1917


I once dreamed of two people...



O filme foi reconhecido sobretudo pela beleza das paisagens escandinávas, mas é o extinguir da chama, como o pôr-do-sol em Terge Vigen, que me encanta.

Ingeborg Holm - Victor Sjöstrom - 1913



Este drama social apresenta uma das primeiras formas de narrativa clássica.
Apesar de entediante visto um século depois, continua evidente a mestria de Sjöstrom na delicadeza das suas composições.
Sem close-ups ou diálogo
Sjöstrom consegue guiar o nosso olhar através de cada imagem com pequenos detalhes.