The Paleface - Buster Keaton - 1922




















Longe dos meus favoritos de Keaton, apenas a curiosidade da representação dos indios nos primeiros tempos do cinema.

Daydreams - Buster Keaton - 1922

- If I'm not a success, I'll come back and shoot myself.
- Splendid. I'll lend you my revolver.



Mais uma fantástica perseguição, muita criatividade e humor.
Keaton em plena forma, apesar de não impressionar.

Steamboat Bill Jr - Buster Keaton - 1928

If you say what you're thinking, I'll strangle you!



O início não é exuberante mas quando começa a tempestade Keaton mostra o seu melhor cinema.

College - Buster Keaton , James W.Horne - 1927
















Confunde-se com The Freshman de Harold Lloyd e não acrescenta valor à obra de Buster Keaton.
Memórias: o salto com vara

Seven Chances - Buster Keaton - 1925


















Não gosto do exagero das noivas mas Keaton consegue dar a volta por cima.
Memórias: Carro parado, e quando inícia a marcha a paisagem dissolve-se para local de chegada. 
Sorrisos e efeitos especiais

The Navigator - Buster Keaton - 1924

He had completed all arrangements - except to notify the girl.


















The Navigator é uma das obras primas de Keaton juntamente com Sherlock Jr e The General.
Simples e genial.

Three Ages - Buster Keaton - 1923




















Talvez o menos inspirado entre os filmes mais longos de Buster Keaton.

For Heaven’s Sake - Harold Lloyd - 1926














Bom ritmo e a diferença de classes como tema típico da época.
Apenas suficiente para justificar a medalha de bronze da comédia.

Never Weaken - Harold Lloyd - 1921

A youth of twenty-one, a maid of eighteen; Shakespeare couldn’t have asked for more.



Harold Llloyd, o Nerd do cinema mudo raramente esteve melhor do que em Never Weaken.
Fica sempre a sensação de que lhe falta algo quando comparado com Chaplin e Keaton, parecendo querer ser um misto de ambos.
Acrobático e romântico.

Night Mail - Basil Wright, Henry Watt - 1936




















Curiosidade documental sem grande talento.

The Texas Chain Saw Massacre - Tobe Hooper - 1974

I just can't take no pleasure in killing. There's just some things you gotta do. Don't mean you have to like it. 

















Violência extrema, mesmo sem ser tão gore como muitos outros que inspirou.
O filme de Tobe Hooper é mitico, abriu uma janela que muitos aproveitaram.
A visão de Leatherface continua aterradora e a cena do jantar é das mais repugnantes da história.
Tem o encanto da descoberta, mas não é o meu terror.

Frankenweenie - Tim Burton - 2012

"When you loose someone you love they move into a special place in your heart."
Tim Burton mescla uma vez mais o grotesco com a ternura.
Memórias: a ternura
Tim Burton não é um realizador comum, conquistou um lugar muito próprio na história do cinema.

The Oyster Princess - Ernst Lubitsch - 1919


















Uma comédia grotesca e original do periodo alemão de Lubitsch, mais interessante que a maioria do seu trabalho em Hollywood.
Memórias: Fato fantástico, campainha
Talvez o meu Lubitsch favorito.

The Tin Drum - Volker Schlöndorff - 1979

There once was a drummer. His name was Oskar.
















Polémicos, o filme e o livro, mas com muito crédito.
Confesso que me perdi no simbolismo de Gunter Grass.
A provocação por vezes é gratuita e mesmo reconhecendo que um antigo Waffen-SS seja tão agressivo na procura da paz, não consigo gostar de The Tin Drum.

Red River - Howard Hawks - 1948

There are only two things more beautiful than a good gun: a Swiss watch or a woman from anywhere. Ever had a good... Swiss watch? 


















Reconheço o mérito dos actores e da intenção de Hawks em transformar este western num estudo mais complexo das personagens.
O resultado no entanto parece-me pouco animador, e o filme dilui-se com descrição quer na obra de Hawks quer no universo dos westerns.

The Big Sleep - Howard Hawks - 1946

She tried to sit in my lap while I was standing up. 















Who did kill Sternwood chauffeur Owen Taylor? 
Não sabemos, o que introduz um pouco de realidade na história.
Philip Marlowe, o detective criado por Raymond Chandler, é personagem de diversos filmes mas nenhum actor o encarna como Bogart, no segundo filme da dupla Bogart e Lauren Bacall.
Os diálogos são geniais num filme que não é suficientemente negro para ser um clássico Noir.
Pulp Fiction de grande nível.

- Why did you have to go on?
- Too many people told me to stop. 

- How do you like your brandy, sir?
- In a glass. 
- You got a touch of class, but I don't know how far you can go.
- A lot depends on who's in the saddle. Go ahead, Marlowe, I like the way you work. In case you don't know it, you're doing all right.
- There's one thing I can't figure out.
- What makes me run? I'll give you a little hint. Sugar won't work. It's been tried.

His Girl Friday - Howard Hawks - 1940

You've got an old fashioned idea divorce is something that lasts forever, 'til death do us part.' Why divorce doesn't mean anything nowadays, Hildy, just a few words mumbled over you by a judge. 




















Uma screwball comedy clássica com a habitual guerra dos sexos, a versão cómica dos Noir.
Os diálogos são rápidos e acutilantes, com constante overlapping.
Não sou adepto do estilo mas dentro do género não é dos piores exemplos.

The Good, the Bad & the Ugly - Sergio Leone - 1966

Sorry, Shorty.












Leone soube aproveitar os 'dólares' e fez um filme superior aos restantes da trilogia. Morricone acompanha.
O final é particularmente impressionante, o cemitério, o círculo...
Memórias: Balada vs tortura

For a Few Dollars More - Sergio Leone - 1965

Where life had no value, death, sometimes, had its price.













O único defeito é que não acrescenta muito (tirando a presença de Lee Van Cleef) a A fistful of Dollars.
Memórias: o círculo final
O melhor vinha a caminho. 

A Fistful of Dollars - Sergio Leone - 1964

Get three coffins ready.













O spaghetti western não nasceu com a trilogia A man with no name, mas foi ela que o definiu.
Leone é extremamente inovador apesar de algum amadorismo da produção (nomeadamente na sobreposição das vozes) e cria uma nova forma de contar histórias com imagem.
Ennio Morricone tem aqui o mesmo valor de Leone.
Memórias: Kurosawa, extreme close ups
O argumento plagia Yojimbo mas não é no argumento que está o génio do filme.

Pat Garrett and Billy the Kid - Sam Peckinpah - 1973

- It feels like... times have changed.
- Times, maybe. Not me. 


















Relativamente a The Wild Bunch acaba por ter menos impacto, mas o álcool parece fazer bem a Peckinpah e Pat Garrett...  tem mais poesia nas imagens, sem perder o fulgor e a violência das construções de Bloody Sam.
Memórias: Knockin’ On Heaven’s Door

The Wild Bunch - Sam Peckinpah - 1969

If they move, kill 'em! 













John Wayne afirmou que o filme destruiu o mito do Old West. 
Alguém teria que o fazer, e Bloody Sam esteve à altura do desafio.
Western Spaghetti, Bonnie and Clyde, Kurosawa e Sérgio Leone parecem ser alguma das influências.
Peckinpah começou pelos argumentos, nota-se bem, mas o slow motion, a edição rápida, o realismo da violência e os anti-heróis deram-lhe a honra de acabar com o mito.

Ride the High Country - Sam Peckinpah - 1962

My father says there's only right and wrong - good and evil. Nothing in between. It isn't that simple, is it? 
















Bloody Sam ainda não tinha sofrido a influência de Leone mas este  Ride the High Country com cowboys reformados tem o sabor de despedida dos velhos western.
Sam dedicou-se sobretudo ao início do século, ao fim de uma era, e apesar da violência dos seu filmes seguintes também se destaca pelo maior realismo e na ideia que o Bem e o Mal não são tão óbvios como para John Ford.

The River - Pare Lorentz - 1938





















Pare Lorentz mostra talento mesmo quando se aproxima mais do espírito de propaganda.
Ambientalista mas sem acusações.

The Plow That Broke the Plains - Pare Lorentz - 1936




















As vinhas da Ira em espaço documental.
Ambientalismo a surgir, com mérito estético.

Triumph of the Will - Leni Riefenstahl - 1935



















Leni Riefenstahl tem razão, em Triumph of the Will não há uma única imagem que não seja verdadeira. Nesse aspecto muitos filmes ocidentais são muito mais manipuladores. Riefenstahl apenas estava do lado errado da história.
O que é manipulador é Hitler e seus amigos, mas o que o filme mostra é o resultado de uma manipulação prévia. Mais tarde seria visível que a união e comprometimento do povo alemão com a causa Nazi era verdadeira.
O modo operático do congresso ainda impressiona e Riefenstahl filma essa grandeza com sentido estético apurado.
O resto, o resto é história, não é cinema.

The Battle of San Pietro - John Huston - 1945

Huston responded that if he ever made a pro-war film, he should be shot.


















Huston filma a batalha sem impor herois, deixando que os factos falem por si.

A Diary for Timothy - Humphrey Jennings - 1945




















Propaganda poética que sofreu a erosão do tempo e de um futuro que já é passado.

The Memphis Belle - William Wyler - 1944




















Nenhuma guerra voltará a ter o mesmo romantismo.

The Battle of Midway - John Ford - 1942




















Como muitos outros, John Ford contribui para o esforço de guerra.
Não é relevante, mas a realidade é suficiente.

Target for Tonight - Harry Watt - 1941




















Harry Watt não consegue escapar ao óbvio, sem talento nem coragem para ver mais longe.