The Big Lebowski - Coen - 1998

" That rug really tied the room together."

Sempre gostei do humor dos irmãos Coen no entanto, sendo a história do Dude uma sátira a personagens tipicamente americanas, é natural algum distanciamento da minha parte.
Memórias: diálogos, Dude, John Goodman, the rug
The Big Lebowski é muito bom, mas é um pouco estranho a forma como se tornou um filme de culto, ou talvez não, suponho que os Dudes gostem de se verem a si próprios no grande écran.

Trois Couleurs: Rouge - Kieslowski - 1994


Rouge: Fraternidade
"Perhaps you're the woman I never met."



Quando penso em cinema Rouge surge inevitavelmente. Ao contrário de Annie Hall, ou Casablanca, sinto-me geracionalmente próximo. Consegue mexer emocionalmente comigo mais do que Naked, pela temática, e pelo cinema que é bastante Maior.
Memórias: Os cruzamentos entre a fraternidade e a justiça, sem nunca se encontrarem, a Rita vai à igreja, os olhares de Anne Jacob. Para acabar, uma lágrima de felicidade.

Trois Couleurs: Blanc - Kieslowski – 1993



Blanc: Igualidade
"Are you sure?"















Reconhecida e justificadamente o filme menor da trilogia. 
Não é demérito, Branco simplesmente é uma côr diferente, mas também brilhante.
Memórias: O trajecto humilhante de Karol Karol, a liberdade ficou à porta
O afecto gera igualdade.

Trois Couleurs: Bleu - Kieslowski - 1993

Quando revejo a trilogia de Kieslowski sinto-me tentado a nomeá-la como obra maior da história do cinema.O sentido poético, o sentido rítmico, a cinematografia apoiada nas cores, a câmara associada aos sentimentos, a simplicidade e profundidade das personagens, a forma como se entrelaçam os filmes, está lá tudo o que gosto em cinema. 

A doçura de Kieslowski derrete-se lentamente na alma.
Expoente máximo do cinema enquanto arte. Liberta o cinema da literatura, da fotografia, também não os exclui nem reduz a obra a exercícios de estilo. Não necessita de ser abstracto para ser profundo.
Equilíbrio, simplicidade e génio.


Bleu: Liberdade

"Why are you crying? Because you're not"


 














Bleu é um documentário, uma viagem ao interior de uma alma em luto, uma viagem às sua escolhas, à sua definição do essencial.
Memórias: Pautas, tela negra, a aparente frieza de Binoche
A intensidade de Bleu não se explica, é essa a sua magia.

La Passion de Jeanne d'Arc - Carl Theodor Dreyer - 1928

"Nineteen... I think."

Parece demasiado crú mas a memória mostra a força indescritível deste filme.
As faces em close-up lembram Potemkin.
Memórias: A face de Falconetti, planos invertidos
La Passion regista apenas a face de Falconetti, e é suficiente para perdurar no nosso imaginário.